Pause dans la douleur

" Gente assim Deus é quem faz e o diabo é quem tempera ."

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma banda recifense surgida no movimento Manguebeat


A banda nasceu em1992, originalmente com Siba , Eder "O" Rocha , Hélder Vasconcelos. Mais tarde entraram Mazinho Lima , Sérgio Cassianoe Mauricio Alves, a banda tem base na música nordestina, como o Forró, Maracatu, Coco, Baião, Caboclinho e Ciranda. Suas letras são inspiradas na tradição popular e ainda tem um pouco de Rock, Jazz e Música Árabe.

O Nome do grupo é uma homenagem ao mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata.



Na minha opinião ,foi , é uma das melhores de Pernambuco.




Usina (Tango no Mango)

Mestre Ambrósio

Composição : Chico Antônio e Paulírio

Ajustei um casamento
Com a nêga dum bordel
Pensando que era uma moça
E era o diabo duma véia

Tombo no martelo tombador
Tombo no martelo militar

Me caso contigo véia
Deve ser em condição
D'eu dormir na minha rede
E tu véia, no fogão

Me casei com esta véia
Pra livrar da fiarada
A danada dessa véia
Teve dez numa ninhada

Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
Deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove

Dos nove que ficaram
Um deu pra ladrão de porco
E deu no tango e deu no mango
Dos nove ficaram oito

Dos oito que ficaram
Um deu pra ladrão de jegue
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete

Dos sete que ficaram
Um deu pra ladrão de rês
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis

Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
E deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco

Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
E deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro

Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três

Desses três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois

Desses dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Desses dois só ficaram um

Desse um que ficaram
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
Acabou-se a geração

segunda-feira, 16 de maio de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desta vez, foi a chuva.
Paulo Gondim
18.01.2002

Enfim, a chuva chegou
Muitos sonhos renovou
Fez a vida renascer
A vida quase esquecida
Dessa gente desvalida
Que nunca deixa o sertão
Mesmo sabendo da luta
Da vil e cruel labuta
Por um pedaço de pão

E o sol se esquivou
E dessa vez não queimou
O meu sofrido torrão
E água muita correu
A tudo depressa encheu
O sertão virou um mar !
Todo orgulhoso, sorriu
Assim como nunca viu
Tanta vida festejar

Mas a sorte aqui não muda
É cruel, feia e desnuda
É pura desolação
E no sertão é assim
Sem chuva, a seca ruim
Assola bichos e sonhos
Desalojando essa gente
Num castigar iminente
Em desalentos medonhos

E desta vez foi a chuva
Como a praga da saúva
Que tudo come sem dó
Tirou o sol do caminho
Acabou tudo igualzinho
Como o sol da outra vez
Levou tudo pela frente
Na estrondosa corrente
Destruindo o que se fez

Pois é assim no sertão
Tudo é sim ou tudo é não
Não há jeito nem saída
Quando o sol não lhe castiga
É a chuva por intriga
Que vem tudo devastar
Expulsa o pobre oprimido
De seu lugar tão querido
Para nunca mais voltar

E o sertanejo pergunta
Na dor que ao pranto se junta
Será que a sorte não muda?
Quando o sol lhe queima o rosto
Ou muita chuva é desgosto
Nunca sabe o que é melhor
Como já disse o Poeta
“Seca sem chuva é ruim”
“Mas seca d’água é pior”


segunda-feira, 11 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011