Pause dans la douleur
terça-feira, 19 de julho de 2011
Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...
Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...
Saudade é sentir que existe o que não existe mais...
Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...
Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.
E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.
O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda
segunda-feira, 30 de maio de 2011

Pau de Arara
Luíz Gonzaga
Composição : Luiz Gonzaga e Guio de MoraesQuando eu vim do sertão,
seu môço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Uma banda recifense surgida no movimento Manguebeat
A banda nasceu em1992, originalmente com Siba , Eder "O" Rocha , Hélder Vasconcelos. Mais tarde entraram Mazinho Lima , Sérgio Cassianoe Mauricio Alves, a banda tem base na música nordestina, como o Forró, Maracatu, Coco, Baião, Caboclinho e Ciranda. Suas letras são inspiradas na tradição popular e ainda tem um pouco de Rock, Jazz e Música Árabe.
O Nome do grupo é uma homenagem ao mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata.Na minha opinião ,foi , é uma das melhores de Pernambuco.

Usina (Tango no Mango)
Mestre Ambrósio
Composição : Chico Antônio e PaulírioAjustei um casamento
Com a nêga dum bordel
Pensando que era uma moça
E era o diabo duma véia
Tombo no martelo tombador
Tombo no martelo militar
Me caso contigo véia
Deve ser em condição
D'eu dormir na minha rede
E tu véia, no fogão
Me casei com esta véia
Pra livrar da fiarada
A danada dessa véia
Teve dez numa ninhada
Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
Deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove
Dos nove que ficaram
Um deu pra ladrão de porco
E deu no tango e deu no mango
Dos nove ficaram oito
Dos oito que ficaram
Um deu pra ladrão de jegue
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete
Dos sete que ficaram
Um deu pra ladrão de rês
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis
Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
E deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco
Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
E deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro
Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três
Desses três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois
Desses dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Desses dois só ficaram um
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
Acabou-se a geração

