Pause dans la douleur

" Gente assim Deus é quem faz e o diabo é quem tempera ."

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Meu bem meu bem-me-quer
Te dou meu pé meu não
Um céu cheio de estrelas
Feitas com caneta bic num papel de pão

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

Parte da Minha Vida

Petrúcio Amorim

Já ta fazendo parte da minha vida
Já entra la em casa quando bem quer
Deita dorme e sonha na minha cama
Beija me abraça e me ama
Bem cedinho faz o meu café

Tambem já faço parte da sua vida
Lhe entreguei a chave do meu coração
Tambem com tanto beijo com tanto carinho
To vivendo agora feito passarinho
Comendo na palma da sua mão

Você chegou na hora
Que eu mais precisava
Assoprou a minha brasa
Acendeu o meu viver

Pediu apenas meu amor
Eu disse tome
Sem querer juntou a fome
Com a vontade de comer

quinta-feira, 8 de setembro de 2011

Sem fazer apologia
Mas pregando a liberdade
Para que se prevaleça
Diante a sociedade
Nosso direito comum
Defendo que cada um
Faça o que tem vontade.

Certo que minha vontade
Não agride a de ninguém
Sem fazer mal para o outro
Mas a mim fazendo o bem
Respeito a vontade sua
Mas vou MARCHAR pela rua
Fazendo o que me convém.

Se faço o que me convém
Sem a ninguém agredir
Peço que não me agridam
E me deixem decidir
O que devo o não fazer
Pois o que me dar prazer
Só a mim cabe sentir.


Jorge Filó

JORNADA LITERÁRIA PORTAL DO SERTÃO 2011

15/09 – QUINTA
Local: ESTAÇÃO DA CULTURA

8h às 12h e 13h às 17h - EXPOSIÇÃO O POETA JOÃO
16h - RECITAL COM O ATOR SÍLVIO PINTO – “FRAGMENTOS DOS TEXTOS: O CÃO SEM PLUMAS E OS TRÊS MAL AMADOS DA OBRA DE JOÃO CABRAL DE MELO NETO

- EXIBIÇÃO DO FILME – SEVILHA RECIFE | DIREÇÃO: BEBETO ABRANTES

Local: SALÃO DE EVENTOS – SESC ARCOVERDE

20h - CERIMôNIA DE ABERTURA – RAPSÓDIA DA POETICIDADE – JMB EM BUSCA DE LILITHS E OUTROS ORF’EUS.

PARTICIPAÇÕES | JOMARD MUNIZ DE BRITO, WELLINGTON DE MELO, BIAGIO PECORELLI, HÉLDER HERICK, MARIA ALICE AMORIM, ICARO HOLANDA


16/09 – SEXTA
Local: SESC ARCOVERDE

9h às 12h e 14h às 17h - OFICINA DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA: ALGUNS RECORTES – MICHELINY VERUNSCHK
9h às 12h - OFICINA PEQUENOS CONTOS PARA PEQUENOS ESCRITORES (07 a 10 anos) – RICARDO MELO
9h às 12h - OFICINA DE ESCRITA POÉTICA RUAS E INTI – NERÁRIOS - ALEXANDRE FURTADO
14h às 17h - OFICINA DE POESIA E PERFORMANCE: PALAVRA, CORPO E SUBJETIVIDADE – BIAGIO PECORELLI

Local: LIRA CULTURAL

14h às 17h - PARADA PARA LEITURA – JOMARD MUNIZ DE BRITO

Local: SESC ARCOVERDE

20h - VIDEOINSTALAÇÃO | “OLHARES SOBRE LILITH”, IDEALIZADORAS E CURADORAS – TUCA SIQUEIRA E ALICE GOUVEIA

Local: BUDEGA DA POESIA

22h - A MARCHA DA DIVERSIDADE DECANTADA NA BUDEGA

PARTICIPAÇÃO - GRUPO DREMELGAS, MIRÓ, ÉSIO RAFAEL, EDISON ROBERTO, FLÁVIO MAGALHÃES JACIEL SILVA, JOSÉ DENILSON, EXPEDITO MATOS, EDILSA E NARUNA FREITAS


17/09 – SÁBADO
Local: SESC ARCOVERDE

9h às 12h e 14h às 17h - OFICINA DE LITERATURA CONTEMPORÂNEA: ALGUNS RECORTES – MICHELINY VERUNSCHK
9h às 12h - OFICINA PEQUENOS CONTOS PARA PEQUENOS ESCRITORES (07 a 10 anos) – RICARDO MELO
9h às 12h - OFICINA DE ESCRITA POÉTICA RUAS E INTI – NERÁRIOS - ALEXANDRE FURTADO
14h às 17h - OFICINA DE POESIA E PERFORMANCE: PALAVRA, CORPO E SUBJETIVIDADE – BIAGIO PECORELLI
14h às 17h - OFICINA DE NARRATIVAS BREVES – MARCELINO FREIRE
14h às 17h - CONVERSA DE ESCRITOR – DIÁLOGO NA DIFERENÇA

PARTICIPAÇÃO – WELLINGTON DE MELO E ESCRITORES DAS CIDADES DE GARANHUNS, TRIUNFO, SERTÂNIA, SALGUEIRO, LAGOA GRANDE, SERRA TALHADA, ARCOVERDE, AFOGADOS DA INGAZEIRA E SÃO JOSÉ DO EGITO

Local: LIRA CULTURAL
14h às 17h - PARADA PARA A LEITURA – MICHELINY VERUNSCHK

Local: SESC ARCOVERDE

20h - LANÇAMENTO DE LIVROS: “A MULHER QUE QUERIA SER MICHELINY VERUNSCHK” E EXIBIÇÃO DE CLIPES – WILSON FREIRE. “A CARTOGRAFIA DA NOITE” – MICHELINY VERUNSCHK

Local: FIM DO MUNDO BAR

22h - CINEMA DO FIM DO MUNDO | LITERATURAS EM CURTO
PARTICIPAÇÃO - COCO TRUPÉ DE ARCOVERDE


18/09 – DOMINGO
Local: SESC ARCOVERDE

14h às 17h - OFICINA DE POESIA E PERFORMANCE: PALAVRA, CORPO E SUBJETIVIDADE – BIAGIO PECORELLI
14h às 17h - OFICINA DE NARRATIVAS BREVES – MARCELINO FREIRE
Local: LIRA CULTURAL
14h às 16h - PARADA PARA A LEITURA – JORGE FILÓ E PERFORMANCE DE MIRÓ
Local: TROPA DO BALACO BACO
20h - PARA EROS E THANATOS – POEMAS DE AMOR E MORTE – INTÉRPRETE, ROMUALDO FREITAS
21h - ENCERRAMENTO - BIA MARINHO E VAL PATRIOTA

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Quem mais poderia? Muito bom!

Fé menina

Jessier Quirino

Aos poucos ela se estréia
Se espelha
Se emparelha
Se brecha
Se avexa
Se acalma
Se isola
Se desnuda
Se tesuda
Se chuvisca
Se saboneta
Se tapeia
Se depila
Se orvalha
Se toalha
Se enxuta
Se hidrata
Se escova
Se desodora
Se fareja
Se calcinha
Se saia
Se camiseta
Se retoca
Se bonita
Se bendita
Se viceja
Se lampeja
Se menina
Se gata
Se heroína
Se tigresa
Se mulher
Se joga na vista dele
Se afeiçoa
Se apura
Se afina
Se mima
Se clima
Se bem-me-quer
Se namora
Se demora
Se chega
Se aprochega
Se encabula
Se melindra
Se recata
Se afasta
Se dificulta
Se nega
Se nega
Se nega
Se titubeia
Se insinua
Se permite
Se à lua
Se enfraquece
Se esquece
Se entrega
Se chamega
Se beija
Se re-beija
Se carícia
Se ameiga
Se marasma
Se instiga
Se descortina
Se inflama
Se faísca
Se incendeia
Se inunda
Se serpenteia
Se galopa
Se ofega
Se avassala
Se embora
Se desnorta
Se doideja
Se trimilica
Se transborda
Se zarolha
Se estartalha
Se estonteia
Se estronda
Se estupefa
Se estafa
Se triunfa
Se fulmina
Se glorifica...

terça-feira, 19 de julho de 2011

Dá-me luz , ó Deus do tempo ...

Saudade

Saudade é solidão acompanhada,
é quando o amor ainda não foi embora,
mas o amado já...

Saudade é amar um passado que ainda não passou,
é recusar um presente que nos machuca,
é não ver o futuro que nos convida...

Saudade é sentir que existe o que não existe mais...

Saudade é o inferno dos que perderam,
é a dor dos que ficaram para trás,
é o gosto de morte na boca dos que continuam...


Só uma pessoa no mundo deseja sentir saudade:
aquela que nunca amou.

E esse é o maior dos sofrimentos:
não ter por quem sentir saudades,
passar pela vida e não viver.

O maior dos sofrimentos é nunca ter sofrido.
Pablo Neruda


segunda-feira, 30 de maio de 2011




Pau de Arara

Luíz Gonzaga

Composição : Luiz Gonzaga e Guio de Moraes

Quando eu vim do sertão,
seu môço, do meu Bodocó
A malota era um saco
e o cadeado era um nó
Só trazia a coragem e a cara
Viajando num pau-de-arara
Eu penei, mas aqui cheguei (bis)
Trouxe um triângulo, no matolão
Trouxe um gonguê, no matolão
Trouxe um zabumba dentro do matolão
Xóte, maracatu e baião
Tudo isso eu trouxe no meu matolão

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Uma banda recifense surgida no movimento Manguebeat


A banda nasceu em1992, originalmente com Siba , Eder "O" Rocha , Hélder Vasconcelos. Mais tarde entraram Mazinho Lima , Sérgio Cassianoe Mauricio Alves, a banda tem base na música nordestina, como o Forró, Maracatu, Coco, Baião, Caboclinho e Ciranda. Suas letras são inspiradas na tradição popular e ainda tem um pouco de Rock, Jazz e Música Árabe.

O Nome do grupo é uma homenagem ao mestre de cerimônias do teatro folclórico popular Cavalo Marinho na Zona da Mata.



Na minha opinião ,foi , é uma das melhores de Pernambuco.




Usina (Tango no Mango)

Mestre Ambrósio

Composição : Chico Antônio e Paulírio

Ajustei um casamento
Com a nêga dum bordel
Pensando que era uma moça
E era o diabo duma véia

Tombo no martelo tombador
Tombo no martelo militar

Me caso contigo véia
Deve ser em condição
D'eu dormir na minha rede
E tu véia, no fogão

Me casei com esta véia
Pra livrar da fiarada
A danada dessa véia
Teve dez numa ninhada

Desses dez que nasceram
Um deu pra ladrão de bode
Deu no tango e deu no mango
Dos dez só ficaram nove

Dos nove que ficaram
Um deu pra ladrão de porco
E deu no tango e deu no mango
Dos nove ficaram oito

Dos oito que ficaram
Um deu pra ladrão de jegue
Deu no tango e deu no mango
Dos oito ficaram sete

Dos sete que ficaram
Um deu pra ladrão de rês
Deu no tango e deu no mango
Dos sete ficaram seis

Desses seis que ficaram
Um deu pra ladrão de pinto
E deu no tango e deu no mango
Dos seis só ficaram cinco

Dos cinco que ficaram
Um deu pra ladrão de pato
E deu no tango e deu no mango
Dos cinco ficaram quatro

Dos quatro que ficaram
Um deu pra roubar outra vez
Deu no tango e deu no mango
Dos quatro ficaram três

Desses três que ficaram
Um deu pra ladrão de boi
Deu no tango e deu no mango
Dos três só ficaram dois

Desses dois que ficaram
Um deu pra roubar jerimum
Deu no tango e deu no mango
Desses dois só ficaram um

Desse um que ficaram
Um deu pra roubar ladrão
Deu no tango e deu no mango
Acabou-se a geração

segunda-feira, 16 de maio de 2011

terça-feira, 12 de abril de 2011

Desta vez, foi a chuva.
Paulo Gondim
18.01.2002

Enfim, a chuva chegou
Muitos sonhos renovou
Fez a vida renascer
A vida quase esquecida
Dessa gente desvalida
Que nunca deixa o sertão
Mesmo sabendo da luta
Da vil e cruel labuta
Por um pedaço de pão

E o sol se esquivou
E dessa vez não queimou
O meu sofrido torrão
E água muita correu
A tudo depressa encheu
O sertão virou um mar !
Todo orgulhoso, sorriu
Assim como nunca viu
Tanta vida festejar

Mas a sorte aqui não muda
É cruel, feia e desnuda
É pura desolação
E no sertão é assim
Sem chuva, a seca ruim
Assola bichos e sonhos
Desalojando essa gente
Num castigar iminente
Em desalentos medonhos

E desta vez foi a chuva
Como a praga da saúva
Que tudo come sem dó
Tirou o sol do caminho
Acabou tudo igualzinho
Como o sol da outra vez
Levou tudo pela frente
Na estrondosa corrente
Destruindo o que se fez

Pois é assim no sertão
Tudo é sim ou tudo é não
Não há jeito nem saída
Quando o sol não lhe castiga
É a chuva por intriga
Que vem tudo devastar
Expulsa o pobre oprimido
De seu lugar tão querido
Para nunca mais voltar

E o sertanejo pergunta
Na dor que ao pranto se junta
Será que a sorte não muda?
Quando o sol lhe queima o rosto
Ou muita chuva é desgosto
Nunca sabe o que é melhor
Como já disse o Poeta
“Seca sem chuva é ruim”
“Mas seca d’água é pior”


segunda-feira, 11 de abril de 2011

segunda-feira, 4 de abril de 2011

terça-feira, 29 de março de 2011


A Droga
(Guibson Medeiros)


Quando te conheci
Te tratei como rainha
Você era só minha
Eu não queria te dividir
Por tanto tempo vivi
Sem nunca te abandonar
Não via ninguem adiante
Minha mãe tão importante
Não tomaria teu lugar

Pra onde eu ia te levava
O meu desejo era ardente
Não comandava mais a mente
Era você quem me guiava
Meu deu Deus como te amava
A familia deixei pra lá
Você me consumia
Minha única alegria
O meu verdadeiro par

Você era o meu castigo
Me tornei seu prisioneiro
Dependente do teu cheiro
O meu corpo é o teu abrigo
Já não existe aquele amigo
Nem ninguém pra conversar
Por você eu já roubei
E quem sabe matarei
Se pra mim você faltar

Hoje estou enfraquecido
Maltrapilho, abandonado
Colhendo o resultado
De tanto tempo perdido
Fui mais um a ser vencido
Nem um ombro pra chorar
Você continua forte
convidando pra morte
Quem ousa lhe experimentar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O vento que varreo o sertão
E que faz a terra voar
E o pedaço de céu que bate no chão
É o pouco que serve pra abaixar
A poeira, a poeira

Mas venha ver como é
Repare o povo daqui
Que é homem mesmo sendo mulher
Que ascende vela quando vai dormir
E clareia, clareia

Com a cabeça sem lenço ou chapéu
Pedindo a Frei Damião
E o olho com sede no céu
Qualquer nuvem perdida na imensidão
Que encandeia, encandeia

O céu chorou de pena
O céu chorou de pena

O céu chorou...
Vendo a fome vendo a seca
De pena...
Lágrimas sobre o sertão
O céu chorou...
Mas o céu nem sempre chora
De pena

O céu chorou de pena
Vendo a fome dos meninos
e a prece do povo na novena
O céu chorou de pena
vendo a fome dos meninos
e o choro das velhas nas novenas
O céu chorou de pena


Pablo Patriota

sexta-feira, 25 de março de 2011