Pause dans la douleur

" Gente assim Deus é quem faz e o diabo é quem tempera ."

terça-feira, 29 de março de 2011


A Droga
(Guibson Medeiros)


Quando te conheci
Te tratei como rainha
Você era só minha
Eu não queria te dividir
Por tanto tempo vivi
Sem nunca te abandonar
Não via ninguem adiante
Minha mãe tão importante
Não tomaria teu lugar

Pra onde eu ia te levava
O meu desejo era ardente
Não comandava mais a mente
Era você quem me guiava
Meu deu Deus como te amava
A familia deixei pra lá
Você me consumia
Minha única alegria
O meu verdadeiro par

Você era o meu castigo
Me tornei seu prisioneiro
Dependente do teu cheiro
O meu corpo é o teu abrigo
Já não existe aquele amigo
Nem ninguém pra conversar
Por você eu já roubei
E quem sabe matarei
Se pra mim você faltar

Hoje estou enfraquecido
Maltrapilho, abandonado
Colhendo o resultado
De tanto tempo perdido
Fui mais um a ser vencido
Nem um ombro pra chorar
Você continua forte
convidando pra morte
Quem ousa lhe experimentar.

segunda-feira, 28 de março de 2011

O vento que varreo o sertão
E que faz a terra voar
E o pedaço de céu que bate no chão
É o pouco que serve pra abaixar
A poeira, a poeira

Mas venha ver como é
Repare o povo daqui
Que é homem mesmo sendo mulher
Que ascende vela quando vai dormir
E clareia, clareia

Com a cabeça sem lenço ou chapéu
Pedindo a Frei Damião
E o olho com sede no céu
Qualquer nuvem perdida na imensidão
Que encandeia, encandeia

O céu chorou de pena
O céu chorou de pena

O céu chorou...
Vendo a fome vendo a seca
De pena...
Lágrimas sobre o sertão
O céu chorou...
Mas o céu nem sempre chora
De pena

O céu chorou de pena
Vendo a fome dos meninos
e a prece do povo na novena
O céu chorou de pena
vendo a fome dos meninos
e o choro das velhas nas novenas
O céu chorou de pena


Pablo Patriota

sexta-feira, 25 de março de 2011

quinta-feira, 17 de março de 2011

Saudade só é saudade quando morre a esperação ...

Massinha de Avuá!

Eu quero uma massa bem massa pra mó de modelar minhas ideia.
Eu quero uma massa, dessas de levar pra mó de viajar.
Eu quero uma massa pra mó de ver a lua clariar meus ói, pra lua dos meus ói ficar vermeia que nem os meus beijo.
Eu quero uma viagem massa dessa massa feita do natural.
Eu quero uma massa no mêi do terreiro.
Eu quero essa massa de guerreiro, de viajante e astronarta.
Eu quero ver os bode avuár mó dessa massinha massa!
Eu quero essa minha raíz, essa raíz massa da minha terra sangrada.
Eu quero esse sangue ardente no mêi do meu juízo.
Eu quero cruzar essa estrada seca e cheia de onça e de esperança.
Eu quero uma dose de cana pra mó de arrumar a cama pra nessa massa eu viajá!
Eu quero o meu bisaco nas costa preu ir guardano meus sonho, meus desalinho de menino-moço.
Eu quero esse tambô tocano pra mó de animar esse povo.
Esse povo, essa massa que tem um medo danado da massa, da massinha de avuá!

Diego Souza.